terça-feira, 24 de julho de 2012

Prestes a estrear 'Chatô’, Guilherme Fontes volta a investir em cinema


Guilherme Fontes vai estrear 'Chatô, o Rei do Brasil' até o final do ano e diz que quer receber críticas ao filme. Ele já deu entrada em quatro novos projetos no Ministério da Cultura


Guilherme Fontes (45) vai finalmente realizar o sonho de estrear Chatô, o Rei do Brasil. Depois de enfrentar problemas judiciais - ele foi acusado de sonegação fiscal e condenado a prestar serviços comunitários e pagamentos de multa -, o ator e diretor vai lançar o projeto (gravado em 2003) com recursos próprios até o final de 2012.

“Estou na diretoria do Polo de Cine e Vídeo, reabri minha produtora e estou me preparando para finalmente estrear o Chatô. Pode contar uns quatro, cinco meses a partir de hoje”, disse à CARAS Online“Estou completamente preparado para o assédio que está por vir. Até hoje, foram só críticas a mim. Quero ver as criticas ao filme”, completou, ressaltando que o projeto foi finalizado com recursos próprios, sem patrocínio.
O filme, que conta a vida do jornalista Assis Chateaubriand (1892 -1968) , pioneiro da televisão no Brasil, traz Marco Ricca (49) no papel principal e tem ainda Paulo Betti (59), Andréa Beltrão (48) e Leandra Leal (29) no elenco. "Acho que vai ser uma agonia grande. Mas eu estou muito satisfeito”, garante. “Não sei se vou colocar em festival ou vou entrar em circuito direto. E não quero louros, quero bilheteria, público. Até para recuperar o dinheiro, claro. Muita coisa mudou de lá pra cá. Antes era sozinho, hoje tenho família”, desabafou.
Com a produtora reaberta, o diretor se prepara para novas empreitadas no cinema. “Quem pensa que eu desanimei está muito enganado. Já dei entrada em quatro projetos no Ministério da Cultura, um deles é um filme sobre os órfãos do tráfico, outro sobre a religião protestante. E vou apoiar um documentário sobre o que eu passei nesses anos, fornecendo material. Inclusive, também vamos lançar um livro sobre isso", finaliza.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Guilherme Fontes-As Brasileiras

GUILHERME FONTES: ‘O NELSON COMEÇA CONSERVADOR E ENLOUQUECE’
No episódio “A Adormecida de Foz do Iguaçu”, Guilherme Fontes vive Nelson, secretário de turismo da cidade paranaense. “Ele é um almofadinha, apaixonado por histórias em quadrinhos, o que já é engraçado. Um ser humano de mais idade que passa o tempo vendo desenhos animados”, conta ele.
Casado com Liliane (Mariana Ximenes), Nelson está entediado com a vida de político, mas vê a sua rotina mudar ao notar comportamentos estranhos de sua mulher. “Aí, tem a grande surpresa, né! Ele começa um pouco mais conservador para enlouquecer no final”, diz o ator.
Em As Brasileiras, Guilherme contracena pela primeira vez com a atriz Mariana Ximenes: “ Foi um prazer, ela é uma grande atriz, tivemos um bate-bola incrível”. A parceria com o diretor Daniel Filho, no entanto, já é de longa data. “Trabalhar com o Daniel Filho é sempre uma coisa inesperada e rica. Tenho boas recordações de ‘A Vida como Ela É’, depois nos encontramos em ‘As Cariocas’ e agora em ‘As Brasileiras’. Estou só esperando ele fazer ‘Os Brasileiros’ e ‘Os Cariocas’”, brincou o ator.
Para Guilherme, as mulheres brasileiras estão sempre acima da média e sua parceira de cena é uma ótima representante desse perfil: “A mulher brasileira tem tudo de especial. Acho que a Mariana simboliza bem a graça, o suingue, o charme. Fora os atributos físicos”.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Minissérie Desejo

Era a história que o escritor Euclides da Cunha, o autor de "Os Sertões", não escreveu nem pensou, mas acabou sendo o personagem principal. A tragédia da Piedade, ocorrida em 15 de agosto de 1909, quando o escritor acabou morto pelos tiros do amante - Dilermando de Assis - de sua mulher Ana.

Glória Perez, fez uma extensa pesquisa sobre o crime e todos os seus antecedentes, para exibir na TV uma das mais belas séries já apresentadas. A beleza e a segurança do trio de atores centrais, uma criteriosa produção de época e aproximadamente 100 intérpretes em cena, proporcionaram um grande momento da televisão brasileira.

Para reconstruir os fatos verídicos, Glória Perez recompôs todos os passos de Euclides da Cunha na semana anterior à sua morte e fez um estudo sobre os artigos veiculados pela imprensa nos primeiros 15 dias depois da tragédia, para verificar que opinião pública se formara sobre o fato. Além disso, a autora teve acesso à correspondência entre Dilermando e Ana.

No livro “Autores”, que faz parte do Projeto Memória Globo, a autora confirma a sua pesquisa:

“A história era uma tragédia – não no sentido das tantas, mortes que provocou, mas da definição literária de tragédia mesmo, quando as pessoas se vêem diante de um impasse em que todas as saídas descambam no trágico... A pesquisa durou sete, oito meses, e se baseou nos processos relativos às mortes de Euclides da Cunha e Euclides Filho, no inventário de Euclides e nas cartas trocadas entre os personagens da história. Procurei as duas famílias, e conheci Luís, o filho de Saninha com o Dilermando nascido durante o casamento dela – aquele de quem Euclides disse: ’Nasceu uma espiga de milho no meu cafezal’...

Na época, a Judith, outra filha de Saninha e Dimermando, tinha lançado um livro, e queria que eu escrevesse a minissérie com base nessa obra. Recusei, claro. O livro era muito parcial, fazia acusações graves e absolutamente irreais a Euclides, como dizer que ele tinha dado sumiço no corpo de um bebê nascido morto, quando tínhamos em mãos o atestado de óbito da criança...Apesar de ter me custado tanto esforço, e de eu ter feito bons trabalhos depois, do fundo do coração, se eu fosse escolher um trabalho que representasse aquilo que sempre quis escrever quando crescesse, ainda seria Desejo” – declarou Glória Perez.

Quando foi exibida em 1990, de terça a sexta, às 22h30, contava a história que girava, claro, em torno do jornalista e intelectual Euclydes da Cunha (Tarcísio Meira), um dos mais capazes intelectuais brasileiros.
Na manhã de 15 de agosto de 1909, um domingo chuvoso, ele saiu armado de sua casa com um firme propósito: por fim a uma situação que há muito tempo o atormentava, pois intencionava flagrar sua 
esposa, Ana de Assis/ Saninha (Verá Fischer), com o amante, o jovem aspirante do Exército, Dilermano de Assis (Guilherme Fontes).


Foi a tia Angélica (Vera Holtz), cansada de saber do caso secreto do casal, que sugeriu a Euclydes que procurasse o filho mais velho de Ana, Solón (Marcos Palmeira), no bairro da Piedade, na casa dos irmãos Dilermando e Dinorah (Marcos Winter), amigos dos Cunha.

Era Ana quem estava lá. Resultado, Euclydes acabou morto, após um tiroteio em que o aspirante foi atingido e Dinorah, ao lavar um tiro na nuca, ficou paralítico e anos depois acabou enlouquecendo e se matou.

Levado a julgamento, Dilermando foi condenado pela opinião pública, mas logo absolvido pela competente defesa de seu advogado, Evaristo de Morais (Wolf Maya).

O drama da família ainda não havia terminado. Após sete anos, Saninha e Dilermando, voltaram às páginas policiais.

É que Dilermando acaba matando também o filho dela, Euclydes da Cunha Filho/Euclydinho (Marcelo Serrado), que tinha ido vingar a morte do pai.

Vai a julgamento e é novamente absolvido. Enquanto Solón morre na Amazônia.

A atriz Vera Fischer, em um grande momento de sua carreira, com os cabelos pintados de preto e lentes de contato castanhas disfarçando seus belos olhos verdes, transmitiu de maneira emocionada o conflito daquela mulher que foi criada em família severíssima, filha de um general (Oswaldo Loureiro), que é infeliz com o marido famoso e se deixa apaixonar pelo rapaz que poderia ser seu filho como forma de se sentir viva. 

A minissérie foi critica pelos descendentes de Ana e Dilermando de Assis, que questionaram a concepção de algumas cenas. Já os descendentes de Euclides da Cunha aprovaram a versão televisiva do drama real.

Na direção dos seus 17 capítulos, que podem ser vistos em DVD, esteve Wolf Maya e Denise Saraceni. 

PRODUÇÃO
 
- Além da cidade cenográfica, Desejo contou com cenas externas gravadas na Vila Militar, no Alto da Boa Vista, no Forte Imbuí, em Niterói e no Colégio São Pedro. 
- As cenas da batalha de Canudos, protagonizadas por Euclides da Cunha e mostradas em flashback, foram feitas pela diretora Denise Saraceni num espaço de apenas 100m². Usando a criatividade, a diretora não recorreu ao disparo de um canhão sequer e utilizou somente 15 figurantes. 
- Para dar um aspecto antigo às imagens, o diretor de fotografia Mário Carneiro usou filtros fog, garantindo a suavidade das cores, em tom pastel. 

terça-feira, 24 de abril de 2012

Guilherme Fontes Ti-Ti-Ti Primeira Novela

Procurei no Google pra achar uma foto do Guilherme Fontes atuando como Caco na novela Ti-Ti-Ti de 1985,sua primeira novela.
Nao achando,resolvi que era a hora de revirar a coleção de VHS da minha familia e capturar uma imagem.
E olha com o rosto que eu me deparo do capitulo 6 em diante de Ti-Ti-Ti.
Guilherme Fontes aos 18 anos.
Devo deixar registrado aqui que a Globo perde tempo com tanto ator sem graça,ao invez de valorizar quem ja desde cedo sabia trabalhar.